quinta-feira, 3 de maio de 2012

Utilizar Blogs em Contexto Escolar (Vídeo)

Este vídeo dá-nos a conhecer de forma resumida as vantagens da criação de um blog em contexto escolar. Apresenta duas perspetivas: como recurso educativo e como estratégia de aprendizagem.

Ponto de reflexão: construir comunidades de aprendizagem passa pela utilização de ferramentas que promovam a interação e o acesso a mais e melhor informação com vista a uma co-construção do conhecimento.

Conectivismo - Uma nova forma de aprender

"Connectivism" é uma apresentação que faz o paralelo entre o funcionamento da mente humana e as novas formas de aprender.

A ênfase é colocada na importância da interação, da colaboração e da co-construção na aquisição de novos conhecimentos, abordando ainda as competências de uma geração emergente, cuja aptidão para os recursos digitais se pode considerar "inata".

Os media na Formação a Distância

Análise do texto “As Características dos meios de Aprendizagem Interactiva Online” de Patrick Fahy (Athabasca University), traduzido por Francisco M. et al.

Os Media na Formação à Distância


Este subcapítulo do texto aborda algumas das questões pertinentes quando se fala de educação a distância, nomeadamente o papel e caracterização do estudante/aprendente, o papel do professor, a forma como se constroi uma comunidade de aprendizagem, as competências necessárias conducentes ao sucesso da aprendizagem e os meios de comunicação que contribuem para este sucesso.

Em primeiro lugar, ao longo de todo o texto ressalta a necessidade de olhar para a educação a distância como um processo colaborativo (por oposição a um modelo instrutivista característico do ensino tradicional ou presencial), ou seja, onde o próprio conhecimento vai sendo construído. Fica, assim, implícita a necessidade de interação entre todos os intervenientes do processo. Os media serão o canal que possibilita o desenvolvimento desta interação de forma estruturada e sistemática, assumindo um papel determinante na evolução qualitativa da aprendizagem.

Partindo da noção de modelo colaborativo aplicado à educação a distância, reunindo referências de diversos autores, Fahy (s/d) aborda o papel do estudante/aprendente através da sua caracterização e posicionamento. O estudante online é um estudante ativo (construtor de conhecimento). Necessita atingir um determinado grau de autonomia, responsabilidade e autodisciplina para ser bem sucedido. É fundamental possuir autoconhecimento, nomeadamente no que diz respeito ao seu estilo de aprendizagem e competências de diálogo interpessoal através da escrita (é-lhe exigido um determinado nível de literacia quer em termos de comunicação escrita, quer em termos de utilização de ferramentas de comunicação síncronas ou assíncronas).

professor, para além de necessitar ter conhecimento profundo acerca dos modos e meios adequados a utilizar numa formação online, deve saber ser moderador do processo de aprendizagem. Planear um módulo de formação online obedece a diversos pressupostos: estruturas - pedagógica e funcional - adequadas e flexíveis incluindo espaços de discussão, interação e feedback, disponibilização de materiais de aprendizagem e orientação / recentração. Um espaço de aprendizagem online é um espaço de diálogo, fundamental para que a distância transacional apontada por Moore (1991) e referida por Fahy (s/d) seja reduzida.

Os media desempenham aqui uma função importante, pois a sua escolha e aplicação podem contribuir para diminuir esta distância transacional. Mas mais do que saber aproveitar e adequar as funcionalidades que os media aportam a um sistema de educação a distância, o professor tem que saber motivar e orientar no sentido de uma verdadeira construção de novos conhecimentos. O diálogo por si só não gera conhecimento (Garrison & Cleveland-Innes, 2005 apontados por Fahy, s/d); têm que estar presentes novas conceções e significados acerca dos temas em debate. É a partir deste diálogo que se forma a verdadeira comunidade de aprendizagem.

Esta comunidade deixa de fazer sentido sediada num local e num tempo (Rovai & Barnum, 2003 referenciados por Fahy, s/d), passando a ser olhada como um processo de construção de conhecimentos emergentes através de meios de comunicação específicos.

Formação a distância revela-se, assim, como um processo simbiótico e dialogante entre aprendentes, professores, conteúdos e meios (tecnologias).

Referências Bibliográficas:
Fahy, Patrick J. (s/d). As características dos Meios de Aprendizagem Interactiva Online, Athabasca University

Media, Modos e Aprendizagem

Análise do texto “As Características dos meios de Aprendizagem Interactiva Online” de Patrick Fahy (Athabasca University), traduzido por Francisco M. et al.

Media, modos e aprendizagem


Nesta parte do texto o autor relaciona a utilização dos media em cenários de formação, em função de alguns princípios apontados por Mayer (2001). Estes princípios dizem respeito ao impacto que a utilização de multimédia exerce sobre o aprendente. São eles:

Princípio multimédia – defende que o aprendente obtém melhores resultados de uma conjugação de texto com imagem, do que na presença de apenas texto;


Princípio da contiguidade espacial – diz respeito ao posicionamento de texto e gráficos ou imagem. Em assuntos correspondentes estes elementos resultam melhor quando alinhados horizontalmente;


Princípio da contiguidade temporal – diz respeito à simultaneidade de palavras e imagem. Não faz sentido separar estes dois elementos, quer em termos de impressão ou de visualização em ecrã se os mesmos forem complementares;

Princípio da coerência – apela à concordância dos espaços em termos de apresentação. Este princípio faz referência ao ruído e à poluição visual em contexto de aprendizagem como potenciadores de quebras e desconcentração;

Princípio da modalidade – estudos sobre a conjugação de modos de aprendizagem refere que os alunos tiram maior partido da animação quando conjugada com narração oral do que com texto. Na primeira hipótese são utilizados dois sentidos complementares (visão e audição) enquanto que se conjugamos animação com texto estamos a exigir que um único sentido capte várias formas de comunicação dando azo a dispersão;

O Princípio da redundância reforça os dois princípios anteriores; e 

Princípio das diferenças individuais – Mayer (2001) referenciado por Fahy (s/d) diz que os alunos com baixos conhecimentos têm uma relação mais proveitosa com desenhos do que com texto (por este exigir um determinado nível de literacia). Para além disso a informação visual através de imagens adequa-se a aprendentes com maior capacidade espacial ou de criação, retenção e manipulação de imagens. A este princípio poderia aplicar-se a teoria das Inteligências Múltiplas de Gardner, sendo que qualquer indivíduo se torna mais competente dentro da sua área predominante.

Tendo em conta estes 7 princípios, conjugando o conhecimento acerca dos diversos estilos de aprendizagem, os pressupostos da educação a distância baseada num modelo colaborativo e os objetivos da formação, o formador tem a importante tarefa de saber estruturar e adequar os meios (media) à ação.

Assim, em função destes pressupostos, os media ou ferramentas a utilizar servirão de canal para materializar a ação.

De alertar, no entanto, que não interessa apenas atentar nos pressupostos que levam o formador a fazer opções, sendo essencial saber que diferentes meios provocam diferentes efeitos. Ou seja, a leitura de um texto, na sua versão impressa ou de leitura em ecrã, não produz o mesmo efeito caso seja reproduzido em sistema áudio. Uma videoconferência torna-se útil perante a necessidade de aproximar formandos e professores, mas deverá ser utilizada com moderação, pois não está adequada para ações de formação de longa duração, aplicando-se o mesmo princípio à teleconferência. Ferramentas síncronas ou assíncronas têm funcionalidades e fins diferentes produzindo efeitos diferenciados.

E para além destes exemplos de particularidades relativamente aos meios e modos acresce a enorme evolução na conceção de ferramentas e dispositivos de comunicação e de acesso à informação.

A partir daqui, a discussão envolve aspetos não só da esfera da educação, mas também da economia, tecnologia e até culturais. Fica a certeza que os meios disponíveis na conceção e desenvolvimento de formações a distância têm como objetivo principal a aproximação entre aprendentes, professores e conteúdos (e consequentemente a redução da distância transacional) possibilitando que a expressão relativa à aprendizagem “a qualquer hora e em qualquer lugar” seja uma realidade.

Referências Bibliográficas:
Fahy, Patrick J. (s/d). As características dos Meios de Aprendizagem Interactiva Online, Athabasca University